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Trabalho Híbrido: Estratégias para Garantir Equidade entre Colaboradores

Saiba como promover a equidade entre colaboradores no modelo de trabalho híbrido. Descubra soluções para superar desafios organizacionais.

Homem de óculos gesticulando em destaque dentro de um círculo azul sobre fundo escuro com lines orbitais.

Este artigo faz parte da nossa série Future Ready. Ela explora tendências capazes de transformar o seu negócio. Aqui, Prasad Setty, VP of digital work experience at Google Workspace, compartilha três pilares de equidade para o formato híbrido de trabalho.

Trabalho híbrido: como garantir equidade entre os colaboradores?

A maioria das empresas no mundo está tentando unir o trabalho presencial e remoto em um modelo híbrido. O Google também passa por esse processo. E um tema sempre aparece nessa discussão: a necessidade de uma colaboração mais equitativa.

Modelos híbridos demandam uma análise mais profunda sobre os desafios sociais, organizacionais e tecnológicos.

O que é colaboração equitativa? É quando todos os funcionários podem contribuir e se comunicar de forma igualitária. Isso vale independentemente do lugar, da função, da experiência, da língua ou do dispositivo usado.

Quando a equidade não existe, os efeitos são claros:

  • Hierarquia nas chamadas de vídeo
  • Barreiras de linguagem em ligações internacionais
  • Colaboradores novos que não se sentem à vontade para falar em reuniões
  • Dificuldade de comunicação entre quem está online e quem está no presencial
  • Funcionários da linha de frente sem acesso às mesmas ferramentas dos colegas

Essas disparidades prejudicam o bem-estar e o potencial de crescimento das pessoas. Quando surgem em uma organização, a performance do time cai. A inovação diminui. E os talentos vão embora.

Em uma pesquisa recente, feita com a Economist Impact, 62% dos entrevistados concordaram com essa afirmação: “oportunidades limitadas de networking entre funcionários sênior e seus colegas geram um impacto negativo no crescimento de carreiras”. O problema da proximidade é só um dos desafios do modelo híbrido.

É mais fácil ter todo mundo presencialmente ou todo mundo remoto. Os modelos híbridos exigem uma análise mais profunda. É preciso considerar desafios sociais, organizacionais e tecnológicos. Essas discussões devem envolver o alto escalão e todos os setores da organização.

Como entregar a promessa de um ambiente de trabalho com flexibilidade, bem-estar e impacto real? No Google, estamos criando pontes entre o presencial e o remoto. Fazemos isso ao tornar tecnologias, cultura e espaços físicos mais inclusivos. Também criamos novas ferramentas no Google Workspace para levar a colaboração equitativa a bilhões de usuários.

Para guiar esse trabalho, identificamos três pilares de equidade na colaboração: representação, participação e informação.

Representação equitativa

Equidade de representação significa garantir que todos sejam vistos e ouvidos de forma igualitária. Isso vale tanto para quem trabalha presencialmente quanto para quem trabalha remotamente.

Quando a pandemia começou, lutamos para manter as pessoas conectadas com segurança. A distribuição dos times do Google foi testada e funcionou bem. Mas agora surge um novo desafio: a desconexão entre o presencial e o remoto.

No trabalho totalmente remoto, todos compartilhavam a mesma tela no vídeo. Não havia hierarquia visual. Todos eram representados da mesma forma. No modelo híbrido, isso muda. Quem participa remotamente aparece grande no monitor da sala de reunião. Já quem está na sala fica pequeno na tela de quem está em casa. Fica difícil até identificar quem está presente. Isso não é representação equivalente.

Alcançar a equidade significa que todos os funcionários podem ser vistos, ouvidos e representados, trabalhando de forma presencial ou remota.

A tecnologia pode ajudar a resolver parte desses problemas. Estamos desenvolvendo recursos no Google Meet, como:

  • Ajuste de vídeo por inteligência artificial, que compensa ambientes com pouca luz
  • Autozoom, que mantém todos os participantes em foco
  • Limitação de dados em celulares, para que ninguém precise desligar o vídeo em redes lentas

Além da tecnologia, também é preciso adotar novas regras de trabalho. Por exemplo: algumas organizações determinaram que, quando alguém entra em uma reunião remotamente, todos devem usar um dispositivo individual. Assim, todos são representados da mesma forma.

Participação equitativa

Participação equitativa é a capacidade de organizar, apresentar e participar de uma reunião em igualdade de condições. Isso não importa onde a pessoa esteja.

No Google, já estávamos acostumados a reuniões com participantes de vários escritórios. Nos últimos 18 meses, novas ferramentas aumentaram as possibilidades de participação igualitária. Recursos como levantar a mão, perguntas e respostas e salas simultâneas permitem que todos falem de forma organizada.

Mas como garantir isso quando muitos voltarem ao escritório? Como os funcionários remotos poderão interagir de forma significativa?

O Companion mode foi criado para o Google Meet com esse objetivo. Ele garante que todos tenham a mesma experiência, seja presencialmente ou remotamente. Cada pessoa pode organizar, apresentar e participar das reuniões com os mesmos recursos, de qualquer lugar.

A participação equitativa é a habilidade de organizar, apresentar e participar igualmente, independentemente de onde se esteja.

As equipes também podem adotar práticas simples para melhorar a participação:

  • Use moderadores nas reuniões para encorajar o uso da ferramenta de levantar a mão
  • Evite que uma só pessoa domine ou interrompa a conversa
  • Permita que os participantes escondam a própria imagem do feed, reduzindo distrações

Essas práticas parecem simples, mas fazem diferença. Vi em primeira mão como elas melhoram a equidade de participação.

Equidade de informação

Equidade de informação significa que todos têm o mesmo acesso às informações. Isso vale para quem trabalha presencialmente e para quem trabalha remotamente.

Garantir a circulação livre de informações é essencial. Ela estimula a reflexão, a criatividade e a cooperação a longo prazo. Quando as pessoas podem decidir onde e como trabalham melhor, essa autonomia afeta o recrutamento e a retenção. Por isso, é preciso equalizar o acesso à informação para todos.

Buscamos empoderar equipes para que atendam às preferências individuais dos seus integrantes de uma forma que ajude a organização como um todo.

Para garantir a equidade de informação, adote estas práticas:

  • Priorize que todos estejam informados
  • Garanta que as reuniões tenham pautas claras
  • Grave ou transcreva as reuniões importantes
  • Compartilhe as informações e deixe-as acessíveis

Nossos produtos, como o Spaces e o Drive, funcionam como núcleos de informação. Os colaboradores podem acessar arquivos, conversas e atualizações com segurança. Também podem mencionar colegas com @ para garantir que ninguém fique de fora.

Se o centro gravitacional do trabalho ficar muito próximo do presencial, o modelo híbrido vai colapsar. Não se trata de cada um “escolher a própria aventura”. Trata-se de empoderar as equipes para atender às preferências de cada pessoa de forma que beneficie a organização como um todo.

Estamos entusiasmados com a forma como o trabalho está evoluindo. A promessa do trabalho híbrido como “o melhor dos dois mundos” parece mais real do que nunca. Mas, para isso, precisamos nos esforçar pela colaboração equitativa. A experiência mostra que, quando você dá liberdade e oportunidade às pessoas, elas surpreendem.

Como construir equidade de colaboração no trabalho híbrido

  • Comece com a representação. Todos os funcionários conseguem ser vistos e ouvidos? Eles têm as ferramentas e os equipamentos para serem representados adequadamente?
  • Possibilite a participação. Todos são encorajados a dar opiniões? Quais fóruns e ferramentas existem para isso? Como a participação é reconhecida?
  • Compartilhe informações. As pessoas têm acesso ao que precisam para trabalhar? As informações circulam livremente ou ficam acumuladas?
  • Deixe as equipes definirem seus planejamentos híbridos. O modelo não funciona se cada pessoa escolher sozinha. Considere dias presenciais para colaboração e criatividade, e dias remotos para tarefas que exigem foco.
  • Premie resultados, não atividades. A preferência de onde e como trabalhar não deve importar, desde que o trabalho seja feito. Flexibilize local e horário para maximizar o impacto.
  • Estimule a responsabilidade coletiva. Todo gestor deve perguntar: 1) O que a equipe precisa saber sobre como você trabalha melhor? 2) O que você está fazendo para que toda a equipe seja bem-sucedida?

Descubra mais histórias e insights na página Future of Work do Google Workspace.


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Denis Freire Rocha

Especialista dedicado a trazer o melhor conteúdo sobre tecnologia, cloud e inovação para ajudar sua empresa a crescer de forma segura e escalável.

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